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5 lições para aprender com a Honda em momentos de crise

A alardeada crise no setor automotivo brasileiro já resultou na demissão de 1.200 profissionais só nos primeiros 4 meses desse ano, com o consequente fechamento de 250 concessionárias no país. Entretanto, o violento furacão que destelha os parques automotivos de muitas montadoras no Brasil parece não chegar nem próximo dos centros produtivos de algumas fabricantes. Um exemplo é a Honda, que acumula crescimento enquanto suas concorrentes se seguram para se manterem em pé.

É realmente nos momentos de caos que aparecem os verdadeiros campeões! Descubra, nas próximas linhas, 5 lições para aprender com a Honda em momentos de crise e entenda por que essa marca é símbolo máximo em confiabilidade e qualidade no planeta.

Obsessão pela qualidade

Enquanto algumas fabricantes do setor automotivo acumulam quedas de vendas que beiram os 25% em 2015, a Honda apresentou um aumento de 12% no volume de vendas apenas nos 3 primeiros meses do ano. Uma das explicações para esse fenômeno assombroso aos olhos da concorrência é a ideia fixa da montadora japonesa pela qualidade.

É evidente que qualquer empresa se preocupa com qualidade. Mas nenhuma leva essa questão ao limite como a fabricante nipônica. Os intensos processos de gestão de qualidade  total estabelecidos pela Honda desde sua fundação, no final da década de 40, se tornaram referência no universo empresarial e servem hoje de modelo a muitas organizações de diversos setores.

Esse frenesi pela excelência explica porque a empresa lidera as pesquisas de satisfação dos clientes de forma global: o nível máximo de qualidade exigido pela empresa abrange não somente seus veículos, como todo o processo de venda nas concessionárias autorizadas, mas também os serviços de pós-venda, considerado o melhor do segmento.

Relacionamento com o cliente

Desdobramento da busca incessante pela qualidade: clareza, transparência e compromisso com a satisfação de seus clientes. Esse tripé, aliado a programas de fidelização e a realização permanente de pesquisas junto a seu público fazem com que, uma vez cliente Honda, sempre cliente Honda.

Poucos produtos e baixos volumes para manutenção do nível máximo

Algumas empresas cresceram mais rapidamente nos últimos anos, baseadas em uma estratégica de produção em série de altíssimos volumes, com uma diversidade incrível de modelos, mas sem os devidos cuidados com a qualidade. A preferência pela quantidade em detrimento à qualidade custa caro, especialmente nos momentos de crise.

A Honda desenvolve uma filosofia bastante diferente, mantendo um enxuto case de produtos e com baixos volumes, garantindo alto nível de eficiência, além de assegurar uma certa “exclusividade”  na aquisição de um Honda.

Relações de confiança de longo prazo com concessionárias e demais atores da cadeia produtiva (Supply Chain Management)

Enquanto algumas fabricantes possuem uma política agressiva de relacionamento com fornecedores e concessionárias, a Honda adota o que se chama em Administração de Supply Chain Management, uma forma moderna de gerenciamento da cadeia produtiva, em que todos os elementos envolvidos são vistos como parceiros complementares do sucesso da fabricante, e não inimigos ou adversários.

Isso, na prática, faz com que a empresa busque consolidar relações de longo prazo com fornecedores, com vantagens mútuas e parcerias diversas, criando valor para o consumidor final.

Investimento constante em pesquisas tecnológicas para melhora nos níveis de conforto e segurança e design dos produtos

Usinagem, fundição, montagem de motores, linha de montagem, pintura, inspeção final. Todas as etapas do processo de produção dos automóveis Honda sucedem intensas pesquisas e incansáveis testes de segurança, conforto e funcionalidade, a serem executados nos laboratórios da montadora ou em pistas específicas para avaliação de desempenho.

O pioneirismo constante na descoberta de novas tecnologias é outra entre as razões que explicam porque a Honda está investindo R$ 1 bilhão em sua 2º fábrica no país, em Itirapina, no interior de São Paulo, centralizada na produção do novo Fit (a fábrica irá empregar quase  2 mil funcionários), dobrando, dessa forma, sua capacidade produtiva no Brasil. Tudo isso enquanto outros fecham as portas.

Seguindo os passos de Soichiro Honda, patriarca da empresa, a empresa japonesa continua na contramão do segmento e em busca da liderança do mercado nacional, adotando modelos de gestão e objetivos estratégicos bastante diferente de suas concorrentes.

Gostou de saber como a Honda tem se mantido em crescimento mesmo na crise? O que achou dessas lições? Comente e participe da conversa!